Caio Daniel - CEPRNOROESTE
Após um ano da fundação da Polícia Penal do Estado de São Paulo (PPESP), as mulheres têm ganhado destaque na atuação nos Grupos de Intervenção Rápida (GIRs). Considerado a Tropa de Elite do sistema prisional paulista, o GIR desempenha papel essencial em situações críticas, quando há quebra da ordem nos estabelecimentos penais.
No mês em que se celebra a força feminina, o reconhecimento evidencia o protagonismo das mulheres que vêm conquistando espaço na corporação, demonstrando, com profissionalismo, coragem e preparo técnico, atuação estratégica e decisiva na linha de frente do sistema prisional. Com preparo técnico, treinamento constante e alto nível de comprometimento, as Policiais Penais Femininas têm ocupado espaço em uma área historicamente marcada pela predominância masculina. A presença feminina nos GIRs reforça a importância da diversidade e evidencia a capacidade técnica e operacional dessas profissionais em cenários de alta complexidade.
Maria José dos Santos André decidiu se dedicar ao GIR. Ela atua na segurança interna da Penitenciária Feminina “Sandra Aparecida Lário Vianna”, de Pirajuí, no interior do Estado, e participa das intervenções realizadas pelo grupo nos presídios da região. “Me sinto muito orgulhosa em fazer parte da Polícia Penal e do GIR, pois faço o que eu amo”, afirma.
Para ela, as mulheres que atuam no GIR são fortes, determinadas e comprometidas com a construção de uma sociedade mais segura e justa, exercendo suas funções com responsabilidade, equilíbrio e espírito de equipe.
Ana Paula Almeida de Miranda atua há 21 anos no sistema prisional e afirma que sua maior motivação é ser a mulher que dá orgulho aos filhos. Para ela, integrar a Polícia Penal do Estado de São Paulo representa o exercício de uma função digna, fundamental para garantir a segurança da sociedade, e que exige coragem, resiliência e equilíbrio emocional.
“Tenho muito orgulho de fazer parte da PPESP. É uma função que garante a segurança da sociedade e que exige coragem e resiliência. Muitas vezes julgam a nossa fragilidade, mas aquilo que consideram fraqueza é, na verdade, a nossa força”, destaca.
Dedicação e coragem
Histórias como as de Maria José e Ana Paula representam a dedicação e o compromisso das mulheres que integram a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e a Polícia Penal do Estado de São Paulo. Profissionais que, com preparo e coragem, contribuem diariamente para a manutenção da ordem no sistema prisional paulista e para a segurança da sociedade.