André Luiz Pereira - CRSC
A Polícia Penal do Estado de São Paulo realizou o Encontro Anual de Alinhamento Metodológico e Aperfeiçoamento das Práticas Institucionais, voltado às equipes dos Programas de Penas e Medidas Alternativas e de Atenção à Pessoa Egressa e Família. O evento, organizado pelos respectivos departamentos, ocorreu na sede da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção São Paulo (OAB SP), no centro da cidade de São Paulo.
A iniciativa busca alinhar metodologias de trabalho e aprimorar as práticas institucionais desenvolvidas pela coordenadoria. Na ocasião, os servidores dos Departamentos de Penas e Medidas Alternativas (DPMA) e de Atenção à Pessoa Egressa e Família (DAEF) se reuniram para realizar discussões de caso e troca de experiências, reforçando o compromisso com os programas para garantir melhorias na execução do serviço prestado.
"Este encontro anual de formação às Centrais de Penas e Medidas Alternativas e à Central de Atenção à Pessoa Egressa e Família é essencial para alinhar caminhos, ampliar conhecimentos e fortalecer o trabalho que realizamos ao longo do ano", afirmou a Chefe do DPMA, Adriana Martins Gomes.
Para a Chefe do DAEF, Yara Toscano, o encontro é fundamental para fortalecer a integração entre as equipes e garantir a qualidade do atendimento às pessoas egressas e familiares. “Ao compartilhar experiências e alinhar metodologias, reafirmamos nosso compromisso com a reinserção social e com a promoção da cidadania”, concluiu.
No primeiro dia do evento, a Coordenadora de Reintegração Social e Cidadania, Carolina Passos Branquinho Maracajá, entregou os certificados "Você Faz a Diferença" aos servidores que se destacaram por práticas inovadoras em 2025 em diversos segmentos da Coordenadoria de Reintegração Social e Cidadania, além do anúncio "Servidores do Ano".
O encontro contou com uma palestra comandada pela diretora da Escola de Prerrogativas da OAB SP, Roberta Azzone, que falou sobre a necessidade das unidades de reintegração social e os advogados trabalharem juntos para oferecer um melhor serviço tanto às pessoas egressas e familiares quanto aos prestadores de penas alternativas. “Precisamos ter garantias de que consigamos trabalhar e proporcionar à sociedade a cidadania e o pleno Estado Democrático de Direito”, disse ela.
Já o educador social Felipe Amaro promoveu uma palestra que visou conscientizar sobre o equilíbrio emocional e a comunicação não-violenta no ambiente de trabalho, além de também realizar atividades interativas com os presentes.
No segundo e último dia, Carolina Maracajá realizou uma apresentação do Plano Pena Justa, ressaltando suas metas e as implicações de sua aplicação ao dia a dia das Unidades de Atendimento de Reintegração Social. “Estamos aqui representando a instituição Polícia Penal. Nós todos somos especialistas nos programas de reintegração, e precisamos ter consciência da importância de estarmos implantados dentro de um plano como este, transformador para o país”, concluiu.
Na ocasião, os servidores dos Departamentos de Penas e Medidas Alternativas (DPMA) e de Atenção à Pessoa Egressa e Família (DAEF) se reuniram para realizar discussões de caso e troca de experiências, reforçando o compromisso com os programas para garantir melhorias na execução do serviço prestado.
Elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Plano Pena Justa foi criado para enfrentar a situação de calamidade no sistema prisional brasileiro, com o objetivo de torná-lo mais eficiente e seguro até 2027. A atuação inclui o enfrentamento da superlotação, melhoria de infraestrutura e serviços prisionais, assim como a promoção da reinserção social dos egressos.