Sonia Pestana - CEPRMSP
A Coordenadoria de Execução Penal da Região Metropolitana de São Paulo (CEPRMSP) implanta o sistema de reconhecimento facial para o registro de ponto dos servidores. Além de ser um passo importante de atualização tecnológica, a medida visa à segurança e à eficiência no controle de presença por parte do setor de Recursos Humanos (RH) dessa regional.
De acordo com o Coordenador, Fernando Henrique de Melo Santana, a instalação do sistema de reconhecimento facial representa um avanço, pois alia tecnologia, controle e gestão inteligente de pessoas e processos. “Diferentemente dos métodos tradicionais de identificação, o reconhecimento facial oferece maior precisão e reduz falhas humanas”, destacou.
À frente do projeto estão os servidores do departamento de tecnologia da informação, Marcelo Eloi Duarte dos Santos, Marco Fábio Gouvêa e Pietro Prince. Para a equipe, o reconhecimento facial está mudando o controle de ponto porque oferece uma velocidade e precisão muito maiores do que os métodos antigos, como crachás, senhas ou marcações em papel.
Segundo Santos, com sistemas faciais modernos, a área de RH passa a ter dados de presença e jornada em tempo real. Essa informação imediata transforma sensivelmente o fluxo de trabalho, que deixa de correr atrás de erros passados para se tornar um centro de inteligência capaz de planejar melhor as equipes e tomar decisões rápidas.
A tecnologia de reconhecimento facial é descomplicada e integra facilmente outros sistemas da empresa, como portarias digitais, softwares de gestão de pessoas e folha de pagamento. Ao automatizar o registro, as empresas cumprem as exigências legais de controle de jornada de forma mais confiável e transparente, liberando o RH para focar em tarefas mais estratégicas.
Para Prince, a leitura facial é feita sem contato, o que é uma grande vantagem no tocante à higiene, em comparação com os leitores de impressão digital. Além disso, o rosto supera problemas técnicos da digital, que pode falhar por sujeira, umidade, desgaste da pele ou má calibração do equipamento.
Eliminar essas falhas significa que o RH gasta menos tempo ajustando o ponto e tem mais certeza de que o registro está correto. Empresas que usam soluções integradas relatam que reduzem em até 40% o tempo gasto com a gestão de ponto. A precisão do registro, junto com a prova de presença física, cria um histórico de jornada inegável.
Legalidade no Brasil
O ponto facial é legal no Brasil, desde que cumpra a Portaria MTP nº 671/2021. A explicação para essa exigência é que o uso do reconhecimento facial exige cuidados redobrados com a privacidade, pois a biometria é considerada um dado pessoal sensível pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Os dados biométricos devem ser guardados em formato de código criptografado, seguindo as regras estabelecidas.
As soluções de ponto precisam ter recursos como criptografia de dados, firewalls e sistemas de autenticação avançados. Isso garante que os dados estejam seguros contra invasões. Um sistema robusto e seguro funciona como uma proteção legal, evitando multas e problemas jurídicos por falhas de segurança.
