Cilene F. Sant’Ana - CSSP
A Polícia Penal do Estado de São Paulo encerrou o ano de 2025 com resultados inéditos na área da saúde prisional, consolidando um avanço significativo na cobertura e no acesso aos serviços de saúde para a população privada de liberdade. Os números refletem o fortalecimento da articulação institucional com a Secretaria de Estado da Saúde, por meio da Coordenadoria de Saúde do Sistema Penitenciário, e a ampliação de estratégias inovadoras de atendimento.
Iniciativas como o TeleSAP, o AME+Digital e diversas campanhas de prevenção e rastreamento superaram as metas estabelecidas para o período, demonstrando o impacto positivo da atuação integrada da Polícia Penal desde sua implantação.
Entre os destaques, a Campanha Outubro Rosa, voltada à prevenção do câncer de mama, realizou 1.524 exames de mamografia em mulheres privadas de liberdade elegíveis para o exame, um crescimento de aproximadamente 32% em relação a 2024, ampliando o diagnóstico precoce e a atenção à saúde feminina no sistema prisional.
O maior salto, entretanto, foi registrado nos atendimentos por telemedicina e consultas digitais. As iniciativas TeleSAP e AME+Digital, implantadas em junho de 2024 e integralmente apoiadas pela Polícia Penal, passaram de 9.140 atendimentos em 2024 para 53.263 em 2025, representando um crescimento superior a 480%. Como reflexo direto desse avanço, as consultas presenciais foram reduzidas em cerca de 36%, caindo de 17.946 para 11.540 atendimentos no mesmo período. A mudança resultou em menos deslocamentos de escoltas, redução de custos com transporte e pessoal e maior segurança operacional nas unidades.
As ações de prevenção também registraram desempenho acima do esperado. As campanhas de imunização contra a Influenza ampliaram a cobertura, passando de 187.004 para 201.615 pessoas vacinadas. Já as campanhas de detecção de HIV, sífilis e hepatites virais, por meio de testes rápidos, totalizaram 302.511 exames aplicados, um aumento de aproximadamente 71% em comparação a 2024, fortalecendo o diagnóstico precoce e o controle dessas infecções no ambiente prisional.
Outro avanço relevante foi o reforço da rotina de busca ativa de casos de tuberculose. Doença infecciosa associada a contextos de maior vulnerabilidade social, a tuberculose exige identificação precoce para interromper a cadeia de transmissão. Em 2025, o número de testes e exames realizados saltou de 48.806 para 67.878, ampliando significativamente a detecção, o tratamento oportuno e os índices de cura nas unidades prisionais.