Vivaine Henriques - CEPROESTE
O processo de ressocialização atua como uma importante ferramenta de capacitação, preparando os reeducandos para o retorno à sociedade e promovendo a inclusão digital como meio de acesso ao conhecimento e às oportunidades no mercado de trabalho.
No dia 02 de dezembro no Centro de Ressocialização do Complexo Penal de Presidente Prudente, foi realizada a cerimônia de entrega de certificados aos 19 concluintes do curso de Informática Básica, no encerramento da primeira turma do projeto “Olhar para o Futuro – Inclusão Digital como forma de ressocialização”.
A ação aconteceu por meio de parceria entre a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), Fundação Professor Dr. Manoel Pedro Pimentel (FUNAP), Instituto Ação pela Paz, Rotary Club e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP).
A Supervisora Regional da Funap Celia Verna, destacou a importância da iniciativa para a população carcerária. “Esse curso foi resultado de um esforço conjunto. O Rotary Clube ofertou os equipamentos o que possibilitou a execução desse projeto e viabilizará muitos outros. Agradeço a todos os envolvidos e desejo boa sorte a todos”, disse.
Para a Diretora Geral do Instituto Federal, Rosana Olivete, a educação é transformadora e gerar capacitação para os privados de liberdade foi uma experiência inovadora e satisfatória.
“Nossos parabéns a vocês, que cumpriram seu papel como alunos e o mais importante, de forma muito dedicada. Isso nos motiva e o Instituto estará de portas abertas para quando estiverem em liberdade, usufruírem dos cursos ofertados, que são públicos e de qualidade”, comentou.
O Chefe de Departamento do Complexo Penal de Presidente Prudente, Kleber de Almeida Souza, destacou que o apoio dos parceiros foi fundamental para a execução do projeto.
“Nasceu de um sonho coletivo, de oferecer às pessoas privadas de liberdade a oportunidade de acesso à inclusão digital, preparando-os para o mercado de trabalho e os desafios da vida em liberdade. Mais do que ensinar informática, buscamos abrir portas, despertar talentos e fortalecer a autoestima de cada participante”, enfatiza.
“Vimos pessoas que, antes distantes da tecnologia, agora se sentem confiantes para utilizarem ferramentas digitais e acreditarem em um futuro diferente”, completa.
Para ele, projetos como o “Olhar para o Futuro”, são sementes de transformação e mostram que a ressocialização é possível quando são ofertadas condições reais de aprendizado e reinserção.