Volta para página inicial mande um e-mail para a SAP obtenha mais informações técnicas sobre o site

Página Principal

Conheça a SAP

Dirigentes

Estrutura Básica

Coordenadorias

Unidades Prisionais

Corregedoria

Ouvidoria

Escola (EAP)

Órgãos Vinculados

Penas Alternativas

Tecnologia (DTI)

Editais

Estatísticas

Imprensa

Reportagens Especiais

Notícias SAP

Entrevista do Mês

Clipping

Links

Fale com a SAP

 
Clique aqui para acessar
Clique aqui para acessar

Clique aqui para acessar a Fundação Vunesp

Este Website utiliza recursos Macromedia® Flash®
 

 

Festa Junina anima penitenciária do Butantã

Parceria entre Pastoral Carcerária, comunidade e empresários transformou a quadra esportiva da unidade em “arraiá” caipira.

 

No caminho da roça, cavalheiros cumprimentam as damas

 

Uma festa junina completa, com direito a casamento caipira, dança típica da roça, apresentações e performances country, além de comidas que lembravam o clima dos santos juninos. Nada disso seria novidade se não fosse o local onde aconteceu: uma penitenciária.

Localizada no Km 19,5 da Rodovia Raposo Tavares, em São Paulo, a Penitenciária Feminina do Butantã (PFB) – de regime semi-aberto – foi palco dessa festa de confraternização, que reuniu na sexta-feira (23/6), familiares; membros da pastoral carcerária; comitiva country; além é claro, das presas.

Desde o começo do mês de junho as reeducandas ensaiaram a apresentação da quadrilha e a encenação do casamento, com noivo e noiva escolhidos através de sorteio. Ela, uma morena tímida de 21 anos que sonha ser psicóloga quando deixar a prisão tem pouco mais de 1,65m de altura, olhos claros, toda orgulhosa em seu longo vestido branco que precisou do auxílio de “damas de companhia” para não arrastar na terra do arraiá improvisado. “É um misto de alegria e tristeza, ao mesmo tempo” comparou a noiva. “Alegria por participar da festividade e tristeza porque tudo isso faz lembrar a rua, minha família e a vontade que dá é de estar com eles” lamentou. Ele (ou ela, melhor dizendo), uma morena de olhos castanhos, 24 anos e igualmente tímida, vestida em um paletó preto de remendos vermelhos e barba pintada com carvão ria dos gracejos que as demais reeducandas lhe dirigiam durante a encenação do casamento.

As roupas coloridas: paletós, camisas, vestidos com flores e babados de renda, bem como os chapéus de tranças louras, ruivas ou pretas (tudo emprestado por familiares ou doado pela pastoral carcerária) davam um tom especial à dança.
Montada na quadra esportiva da unidade, a festa tinha barracas feitas de eucalipto, decoradas com bandeirinhas onde eram servidos quitutes à vontade a todos que ali se encontravam e disputavam um melhor lugar para ver as apresentações das reeducandas.

A realização da festa foi resultado de um trabalho articulado entre a diretoria da unidade, comunidade carcerária, familiares, Pastoral Carcerária e empresários que mantêm oficinas de trabalho na penitenciária e utiliza mão-de-obra das presas. “Nada sai dos cofres públicos”, pontuou a Diretora Técnica de Departamento, Gizelda Morato Costa. “Em cada evento que realizamos, sociedade e iniciativa privada nos ajudam com o pagamento dos grupos que se apresentam, com a alimentação e todo o restante da produção”, explicou.

Desde dezembro de 2005, quando a PFB passou a ter somente presas em regime semi-aberto, a unidade implantou um processo de trabalho específico para mulheres nessa condição prisional, voltado para ações sócio-educativas e culturais que estimulam sua participação em atividades produtivas. “No nosso entendimento é o que vai promovê-las enquanto sujeitos sociais que são do processo”, acredita Gizelda.

A unidade possui hoje uma população de 491 reeducandas, das quais 85% em atividades produtivas, sendo que 70% trabalham em oficinas que produzem peças automotivas, materiais elétricos, além de livros. Todas instaladas no próprio local. Outras 15% executam trabalhos externos, durante o dia, com autorização judicial e retornam para a unidade no final da tarde. As demais encontram-se em trânsito ou aguardam o término do Regime de Observação (RO), para também serem encaminhadas ao trabalho.

No dia da festa junina, todas saíram mais cedo do serviço e curtiram as danças e guloseimas até perto do anoitecer. ”É muito importante manter na unidade um clima harmonioso, onde se tem trabalho, estudo e eventos de confraternização”, resumiu Gizelda. “Para isso, a reeducanda tem que respeitar os parâmetros do comportamento e da disciplina se quiser sair pela porta da frente”, concluiu.

Clique aqui para acessar a galeria de fotos

Assessoria de Imprensa - SAP

 

 

 
Política de Privacidade  I  Termos de Uso

Secretaria de Estado da Administração Penitenciária

Produzido por RMTECH®